ALMOÇO CONVÍVIO
A amizade não é uma palavra vã
Todos os anos a C. CAV. 3559 realiza um almoço convívio em lugar a designar
por quem fica encarregue de organizá-lo. Esperamos sempre por ti....
MORTEIRADA
Autor da letra/ Outeiro/trms
Música da Tourada
Não importa chuva ou sol
Ou que a noite já vá alta
Os turras atacam sempre
A malta
Ninguém nos leva com enganos
Nós sabemos onde estamos
Só nos podem causar dano
Atrasos
Entram morteiradas e rajadas
E as basucadas
Entram canhoadas e granadas
Que não fazem nada
Entramos nós pró abrigo
Pois lá fora reina
O perigo
Com morteiros 81
Afugentamos a turrada
Estamos na terra
Da morteirada
Nós vamos tentar ter calma
E não pensar em desgraça
E fazer da tristeza
Graça
Entram cavalheiros com
Muito heroismo
Que no fim de contas é
Só paludismo
Entram papos bocas e papaias
Entram guerrilheiros
Que para dar à sola pró abrigo
São sempre os primeiros
Entra muita malta muita gente
Com afirmações
Que passado um bocado
São contradições
E dizem os inteligentes
Que não se acabam
As munições
A GRANDE VALSA DE ANTADORA
Autor da letra/Ferreira/condutor
Desde que estou em Antadora
A coisa que mais me rala
É quando chega as seis horas
E tenho que ír prá vala
Vejo a erva e o arame
E asluzes a brilhar
Só não vejo de que lado
Os turras vão atacar
Vinde, vinde, vinde chequinhas pra nós
Que estamos ansiosos que vós chegueis
Pra ír pra um sítio melhor
Pra ír pra um sítio melhor
Com os oficiais e os furrieis
Vou pró sul, vou pró leste
Só quero deixar o norte
Porque aqui nesta zona
Todos dias ronda a morte
Ficai cá defendei
Esta terra portuguesa
Porque eu já passei
A minha grande tristeza
E agora vou passar
A minha grande alegria
Que é pra quando regressar
Se chegar a ver esse dia
E agora neste tempo
Trago as horas contadas
Só por causa dos tirinhos
E das putas das morteiradas
E agora que chegastes
E que estas quadras são findas
A malta da cinquenta e nove
Vái-vos dar as boas vindas
A GRANDE MARCHA DA VELHICE
Autores da letra/Outeiro/trms
Santos/morteiro
Fernandes/trms
Todos juntos de bagagem na mão bis
Saudando os chequinhas da nossa rendição
É uma companhia inteira que vái pra Nampula
E depois prá Beira
Cem milhões de corações esperando em Sacavém
A grande cinquenta e nove que até que enfim
Já lá vem
Ó TURRA DAS MINAS
Autor da letra/Camilo/furriel
Música do fado Júlia Florista
O turra das minas
Pequeno e traquina
Lá vái na picada
E a malta escondida
Na mata batida
Montando emboscada
O turra passou
A malta esperou
Já toda estafada
Não o viu passar
E a berliet
Lá foi estourada
Estribilho
Ó turra das minas
Tua vida agora
É plantar marmitas
P´la picada fora
Ó turra das minas
Tua arma soa
Por léguas e léguas
Em Cabo Delgado
Onde a guerra ecoa
Há mortos e feridos
Uns mais que torcidos
Somos sempre nós
Vamos pelos ares
Gritando
por todos
Até p´los avós
Ó turra das bairrista
Mas pouco fadista
Já é tradição
Ser paraquedista
Sem tirar o curso
Ái isso é que não
Início e Formação
Formação da Companhia de Cavalaria 3559
Elementos que faziam parte da compnhia
Treino
Campo Militar de Santa Margarida
Local onde as companhias eram treinadas
Viagem
De Santa Margarida para Antadora
A viagem das nossas vidas
CANÇÃO DA EMENTA
Autor da letra/ Dias/trms
Música da Ceifeira do Alentejo
Batatas com carne gorda
Que rico petisco
Se come em Antadora
Mas arroz com peixe frito
É um prato Maldito e não vale uma ova
Cambalhota com chouriço pedaços de atum
E ossos de frango
Espinhas de bacalhau
Isso não é mau
Mas é só por engano
Olha para o meu rosto que é só pele e ossos
E o vaguemestre não sente remorços
E na minha alma um sonho acalento
Quem me dera um dia mudar a ementa
Ao longo destes dois anos sofremos enganos
Deixa lá falar
Mas quando o almoço apetece
O jantar aborrece para não enjoar
Na cantina petiscamos
e a massa gastamos para sobreviver,
Mas chega-se ao fim do mês se não houver guita
Fica-se a dever
Nosso vaguemestre tenha piedade )estribilho =bis
Dê-nos mais comer com mais variedade